Uma notícia recente dava conta de uma enfermeira australiana, que trabalhava com doentes terminais.
Estes, no seu leito de morte, davam-se conta dos 5 arrependimentos mais comuns quando estavam prestes a deixar esta vida…
1º “Gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo e não a vida que os outros esperavam de mim”
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que a sua vida está a terminar, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e teve que morrer sabendo que isso é culpa das próprias escolhas que fizeram ou não fizeram. É importantíssimo sacrificarmos para realizar, pelo menos, alguns dos nossos sonhos ao longo da vida. É Deus quem nos dá os sonhos, para que aproveitemos a vida ao máximo.
2º “Gostaria de não ter trabalhado tanto”
Todos lamentaram isso. Quem trabalha muito vê pouco os filhos e perde o companheirismo do parceiro. É um arrependimento profundo passar tanto tempo da sua vida a perseguir uma existência profissional. Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não ter esse arrependimento. E, ao criar mais espaço na sua vida, você torna-se mais feliz e mais aberto a novas oportunidades. O trabalho faz parte da nossa vida, mas não devemos viver para trabalhar e sim para desenvolver os nossos talentos e desfrutar da família o mais que pudermos.
3º “Gostaria de ter tido coragem de exprimir os meus sentimentos”
Muitas pessoas suprimiram o que realmente eram a fim de manter a “paz” com os outros. Como resultado, estabeleceram uma existência medíocre e nunca se tornaram quem poderiam ser. Muita amargura e ressentimento é o resultado. Nós não podemos controlar as reações dos outros. As pessoas podem, inicialmente, reagir quando você fala honestamente, mas, no final, a relação só melhora e se torna mais saudável com a sinceridade. Não alimente os sentimentos, religiosidade, tradições e sim a fé inteligente, pois é apenas sendo e assumindo quem realmente somos que seremos realizados ao máximo.
4º “Gostaria de ter mantido contacto com os meus amigos”
Muitas vezes, as pessoas não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até à semana da sua morte. Muitos tornam-se tão ocupados nas suas próprias vidas que deixam amizades de ouro desaparecerem de vista ao longo dos anos. Depois, lamentam profundamente não ter dado a essas amizades o tempo e o esforço que elas mereciam. Todos sentem falta dos seus amigos quando estão a morrer. Não é dinheiro ou status que mantêm a verdadeira importância da vida para quem chegou ao fim. Naquele momento, o que você quer mesmo é fazer coisas em benefício daqueles que ama. No final, tudo se resume a amor e relacionamentos. Deus afirma que há amigos mais chegados que irmãos e que devemos cuidar destes amigos, tal como o Senhor Jesus disse: que o Seu verdadeiro discípulo dá a vida pelo amigo. Fazendo assim, aprendemos o verdadeiro sentido de viver a vida ao máximo.
5º “Queria ter-me permitido ser feliz”
Surpreendentemente comum, muitas pessoas no leito de morte não perceberam, até ao final das suas vidas, que a felicidade é uma escolha. Elas tinham ficado presas a velhos padrões e hábitos: o “conforto” da familiaridade. O medo da mudança fez com que elas fingissem para todos e para si mesmas que estavam satisfeitas quando, lá no fundo, queriam mesmo é rir verdadeiramente. Quando você está no seu leito de morte esquece o que os outros pensam de si e é capaz de deixar para lá e sorrir com sinceridade. Seria bom poder fazer isso bem antes do momento final, não? Não é por acaso que o Senhor Jesus deixa claro na Sua Palavra que quem não é definido é o mais infeliz de todos os seres humanos. A nossa palavra têm que ser: “Sim, sim; não, não”. O que passar disto provém do maligno. Seja definido e permita-se ser feliz ao máximo.
Todavia, de todos estes, o mais importante e derradeiro arrependimento é apenas verificado mesmo após a morte, depois de efetuarmos a “passagem” para o outro mundo e que poderia ser o 6º arrependimento, se quem fica deste lado o pudesse escutar:
6º “Queria ter aprofundado a minha relação com Deus e ter trabalhado em favor da minha Salvação”
Infelizmente, este é um arrependimento que nenhum enfermeiro poderia escutar no leito de morte, pois a sua constatação só é possível ser feita depois da “travessia final”, após a qual já ninguém tem a possibilidade de regressar para contar o que viu. Acredito que seja este o maior dos arrependimentos do pós-vida, tanto de quem nunca se interessou por manter uma relação com Deus; de quem sempre disse não acreditar na vida depois da morte; dos que sempre se auto-denominaram de ateus; dos cristãos indecisos e dos que um dia serviram ou estiveram na presença d’Ele, mas, eventualmente, escolheram viver de acordo com a sua própria vontade. A única coisa que podemos levar connosco deste mundo, depois da morte, é a Salvação. Mas a mesma deve ser alcançada, desenvolvida e guardada enquanto estava vivo. Isto é o Deus requer para que sejamos não só equilibrados, como também filhos Seus.
Reflita sobre este aspeto, pois esta vida que nos foi concedida viver é a única oportunidade que temos de acertar. E nem todos têm a hipótese de fazer uma avaliação do seu percurso no leito de morte, pois, em muitos casos, o fim da vida vem de forma inesperada e repentina. Viva de forma a não ter quaisquer dos arrependimentos acima descritos, mas, especialmente, o 6º, já que este vai ditar o rumo que a sua alma vai seguir na eternidade, a segunda existência, para a qual não há escapatória possível.
“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” (Mateus 7.13)
Espero ter colaborado em algo, Bjf!
bispojulio.com